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Spotify é acusado de criar artistas falsos

Acusação partiu do site Music Business Worldwide.

10/07/2017 | 14:54 - por Redação FBN
Spotify é acusado de criar artistas falsos

Há poucos dias, o Spotify foi acusado de preencher algumas de suas listas de reprodução mais populares com "artistas falsos". Inicialmente, a acusação partiu do site da Music Business Worldwide e repercutiu pela Vulture.

De acordo com a denúncia, o serviço de streaming de músicas estaria criando faixas para expandir suas listas de reprodução ambientais mais populares a baixo custo. As alegações afirmam que algumas listas estão cheias de bandas ou artistas sem perfil público, com poucas músicas, mas milhões de reproduções graças à estratégia da empresa de colocá-las em meio às suas playlists com mais acessos.

A acusação perante a empresa é gravíssima, pois, caso o Spotify realmente esteja criando músicos "falsos" para benefício próprio, constituiria fraude. Sustentando as alegações estão dois "artistas fakes".

O "Deep Watch" que possui apenas o EP Endless Fragments of Time, mas que não tem perfil fora do Spotify, não exibe nenhum dado biográfico na própria plataforma, além de não possuir nenhum show marcado para os próximos meses. Em contrapartida, duas músicas do "Deep Watch" somam 4,5 milhões de reproduções nos últimos cinco meses desde que o suposto EP foi lançado. As músicas fazem parte da lista "Ambient Chill" (com mais de 425 mil seguidores) desde abril.

O segundo caso é o do "Enno Aareque", que também parece não existir fora do serviço de streaming, mas conta com quatro músicas que somam 17 milhões de reproduções. Elas integram as playlists "Sleep", "Peaceful Piano", "Piano in The Background", "Deep Sleep" e "Music For Concentration".

A Music Business Worldwide afirmou que existe "uma infinidade de artistas inventados no Spotify, sendo criados sob o anonimato dos produtores, acumulando milhões de reproduções, sendo escolhidos para aparecer em listas de reprodução mais populares". No total, a MBW identificou 50 artistas desse tipo. O esquema pode gerar taxas de royalties muito mais favoráveis ao Spotify do que as taxas ofertadas para as gravadoras. Uma redução de apenas um centavo em cada uma das reproduções poderia significar uma economia de mais de US$ 200 mil para a plataforma.

O Spotify negou com veemência as acusações sobre a criação de "artistas falsos". "Pagamos royalties - de composição e distribuição - por todas as faixas no Spotify, e por tudo o que colocamos em playlists. Nós não possuímos direitos [para canções], não somos uma gravadora, toda a nossa música é licenciada dos titulares dos direitos e nós pagamos eles - nós não pagamos a nós mesmos", esclareceu a empresa.

Fonte: Canaltech.

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