REDAÇÃO FLY BY NIGHT

Entrevista com Blancah

'dissequei um passarinho para fazer parte do conceito visual do álbum, e naquele momento também percebi que o osso não precisava ser um osso humano'

15/09/2017 | 14:00 - por William Fakeiti
Entrevista com Blancah

"Sempre tive uma coisa muito clara, desde o primeiro momento que eu comecei o meu projeto, eu não fazia por questão de fama de um sucesso estrondoso, eu queria respeito, queria que as pessoas olhassem para o meu trabalho, olhassem para o que eu faço e me respeitassem, mesmo que elas não gostassem, porque o respeito não precisa estar atrelado ao gostar ou não. Você pode não gostar do resultado do trabalho de alguém, mas você respeita por saber que é bom muito embora não te agrade. Então é para isso que eu sempre batalhei, respeito como mulher nesse cenário, o respeito como produtora. Eu nunca enganei ninguém, nos meus processos, eu não uso o ghost como muita gente usa. Isso para mim é muito importante que as pessoas percebam entendam, que eu não faço parte do circuito do comércio, eu não tô aí para ser um produto comercial, estou aqui para me expressar e acho bacana que dia após dia, eu estou chegando a esse ponto sim. As pessoas têm expressado os seus sentimentos diante da minha música, do meu trabalho de modo muito bonito, o meu objetivo principal eu venho alcançando dia após dia que é o respeito, o resto vai vir naturalmente dando continuidade ao trabalho", afirma logoBlancah
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Blancah
com todas as letras!

Assim mesmo, sem cerimônia. Ela dá a cara a tapa!

Uma artista completa, criativa e inovadora cuja a capacidade de envolver o público em sua arte vai além de sintetizar as batidas. Sua música é poética, profunda, sensorial e emocionante. Como artista visual por formação, ela envolve, se doa, se entrega à arte para encontrar a si mesma.

Com suporte de grandes nomes da cena como logoRenato Ratier
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Renato Ratier
que já falou do seu talento, e logoHernan Cattaneo
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Hernan Cattaneo
que nas últimas semanas se declarou um grande fã da artista. Recentemente lançou o EP Osso que marca uma nova fase em sua carreira, como um pássaro que saiu do ninho, alçou um grande voo e na maturidade volta a si ao seu interior e reconhece a própria fragilidade. Uma jornada muito bem conduzida, assim como suas apresentações, tudo fruto de muito amor e dedicação ao trabalho.

BLANCAh

É uma honra entrevistá-la! Ainda mais neste momento, em que logoBlancah
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Blancah
deixou o Brasil, com destino a Berlim, para uma tour gringa. Entre os assuntos, o momento atual, a carreira e, claro, seu mais novo desafio: a criação de uma label própria. Confira!

Sobre a sua estreia no logoWarung Beach Club
Itajaí - SC
Warung Beach Club
, a pista estava cheia às 23h, antes da sua apresentação começar! Como foi para você a experiência de ter sido aclamada no club?

Warung, até hoje quando eu paro para lembrar, é emocionante. Durante muito tempo fui frequentadora do Warung e lembro com bastante clareza de muitas vezes estar na pista e fechar meus olhos e pensar - Nossa como é um dia eu queria estar lá, lá na frente. E ficava projetando esse tipo de pensamento, de desejo, mas isso sempre pairou mais no campo do sonho mesmo, parecia um pouco fora da minha realidade. Mas o caminho até chegar lá foi muito natural, foi um caminho onde eu nunca bati na porta de um clube pedindo para deixar eu entrar. Eu sempre tive uma postura de trabalhar, trabalhar, trabalhar. E, no dia que alguém se interessar pelo meu trabalho, me enxergar e vão me chamar. Sempre foi assim em todos os clubes que até hoje toquei e foi assim no Warung também. Muitas pessoas ao redor, de todo interior de Santa Catarina e alguns lugares no Brasil sempre me perguntavam: "e aí quando vai tocar no Warung?". Chegou um ponto que eu até ficava irritada e dizia: "eu não sei quando vou tocar no Warung, eu não faço ideia, eu tô tocando aqui para você"! Mas havia uma ansiedade do público, num fervor assim de me cobrar essa presença no Warung, já cheguei a perceber na internet movimentações de grupos pedindo meu nome, fazendo campanha, então eu acho que foi um caminho natural e também um caminho bonito, das pessoas perceberem a minha música e querer me ver lá, isso naturalmente levou o clube a me enxergar também. Realmente, acho que foi uma coroação, porque foi o atendimento de um chamado, que não foi meu e nem um chamado comercial do tipo: "vamos, vamos pôr a logoBlancah
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porque ela está no hype". Não! Foi por que as pessoas pediram muito, é essa a percepção que tenho.

Qual foi o sentimento?
Eu fiquei absolutamente feliz, porque toquei em um horário relativamente cedo, era 23h30. Quando eu cheguei no clube, estava vazio e eu pensei - ok, vou tocar para pouquinha gente não tem problema o importante é estar aqui tocando. Quando saí do camarim às 23h20, botei meu pé lá em cima da cabine e vi aquele mainstage lotado até o fundo falei: "meu Deus!". Foi assim olha,indescritível. A percepção de ver o quanto as pessoas se empenharam para chegar cedo, porque isso é o empenho, chegar cedo no Warung exige um empenho, muitas pessoas não moram em Balneário, a maioria das pessoas pega van, ônibus, vem de carona, teve excursão saindo de Floripa enfim, pessoas que se manifestaram dizendo: "Eu vim só por você, eu vim para te ver". Então me arrepio até agora. Foi muito bonito, foi algo meio que inédito, para uma artista brasileira pelo menos. Haviam faixas com o meu nome, no final do set a galera gritou pelo nome de logoBlancah
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Blancah
então foi muito especial. As pessoas mais importantes da minha vida estavam lá, pessoas que eu gostaria que estivessem e que fizeram parte do meu projeto sabe. Então, eu acho que foi uma estreia perfeita, emocionante e acredito que mostrei um pouco à que vim para o clube e acredito que o público saiu satisfeito. Só tenho a agradecer por esse momento que vou levar para sempre, para o resto da minha vida.

BLANCAH no Warung
logoBlancah
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Blancah
no Warung. Fotos: GuRemor.


A sua música está cada dia melhor! Como você tem buscado novos sons e referências, até mesmo no cenário atual, para construir a sua identidade?
Na verdade a evolução, o sentimento de evolução, a percepção se deve a não acomodação. Uma coisa que batalho muito é para não me acomodar em uma situação confortável. Então é uma pesquisa constante, eu mesma faço minha pesquisa não tem ninguém fazendo por mim, então na medida que tenho essa identidade me tornei muito seletiva também. No início, baixava tudo e comprava tudo, sempre pensando que podia tocar aquela música. Hoje, estou muito mais seletiva, só compro músicas que sei que gostei, que vou tocar e se encaixa no set. Essa seleção também facilita bastante a criação da sua identidade e a tua evolução. Para mim pelo menos é assim. Tem DJ que vai tocar na sexta-feira à noite e, faltando duas horas para gig está lá baixando música e vai testar na hora, na pista. Eu não tenho mais vontade de agir assim, fiz no passado e hoje sei que só vou tocar se tiver encaixadinho e bonitinho, se fizer sentido na história que eu estou contando. Acho que tudo isso contribui para que o set se aprimore, para que a minha apresentação se aprimore e para que tenhamos essa percepção de evolução. Referências, confesso que sou um pouco alheia ao mercado, ao que está acontecendo, às vezes um amigo vem me mostra alguma coisa e digo: "nossa que incrível que é isso". Mas não sou muito de acompanhar, sou um pouquinho desligada assim (risos). Então, eu não tenho muitas referências as minhas referências são as mesmas desde quando comecei a produzir, continuo ouvindo David August, Sebastian Mullaert, logoMathew Jonson
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Mathew Jonson
, esses são os caras que me inspiram bastante. E estou numa tendência em ouvir no BPM mais baixo lá para 100 - 105 bpm. Ttenho percebido que o Oriente Médio tem vindo como uma referência em várias tracks, e sempre gostei desse tipo de sonoridade. Estou ouvindo algumas coisas nesse sentido, mas não tem ninguém agora me influenciando que eu tome como norte assim não.

Agora sobre o recente EP Osso. A sua música tem um conceito artístico visual que reflete algo sobre você e seu momento. O que vem a ser essa nova fase?
Na finalização do meu álbum 'Nest', eu já estava olhando adiante, pensando qual seria a nova etapa que estabeleceria para mim. O 'Nest' foi um álbum que misturava bastante low BPM, eletrônica, essas coisas não voltadas para pista com algumas tracks que poderiam ser jogadas na pista, então eu pensei que após o álbum fosse o momento que eu fosse focar um pouco mais na pista, eu tinha interesse em fazer músicas mais fortes, mas pungentes assim mais “tecnão”. Então, a minha ideia é que após a sequência do álbum eu pudesse criar um conceito mais forte, eu queria tocar um techno mais forte pois nos meus sets eu toco, em alguns mais puxados então pensei em tentar produzir algo para encaixar nos meus sets. Veio o 'Osso' para representar essa ideia de pungência, de carne aberta exposta, uma certa violência que fugiria um pouco da sutileza do 'Nest'. Mas nesse processo de criação das músicas, percebi que a minha essência ainda está muito focada na leveza e na poesia, eu sentava para produzir esses technos e não gostava do resultado final da música, não condiziam exatamente com que eu queria e às vezes quando eu me via no meio do processo de produção de uma música, começando ela super agitada, daqui a pouco eu ia descendo o bpm, daqui a pouco eu encha ela de melodia e naturalmente ela se tornava outra coisa. Foi um período um pouco conflituoso, pois ao mesmo tempo estava me sentindo incapaz de chegar ao resultado que queria, passei um tempo muito estagnado, me cobrando. Até que em um determinado momento, resolvi relaxar e fazer algumas coisas que me ajudaram a entender a minha fragilidade nesse processo. Eu dissequei um passarinho para fazer parte do conceito visual do álbum, e naquele momento também percebi que o osso não precisava ser necessariamente um osso humano. Podia ser também um osso de passarinho que é muito mais leve, é muito mais sutil, muito mais aerado até para que o pássaro possa voar. Então entendi que esse osso que eu estava buscando de repente é um ossinho, o ossinho do passarinho e entendi que a minha essência como produtora ainda flutua na sutileza e na poesia. Aceitei que o osso seria um ossinho então foi nesse momento que deixei fluir um pouco mais o meu processo, relaxei e disse para mim mesma: "Eu vou fazer a minha música!".


E as faixas?
Então, saíram quatro músicas originais, adoro as quatro, gostei muito do resultado desse EP, tô feliz pra caramba! Já estou testando elas na pista e estão batendo muito bem, são quatro músicas distintas, cada uma com a sua personalidade, pois eu sempre começo uma música do zero, não tenho essa tendência de usar os mesmos samples, e o EP está aí. Está lindo! Tô adorando tudo. E quando eu chamei o meu amigo Carlos para fazer um ensaio fotográfico a gente decidiu por isso por um pouco da fragilidade do corpo. Como emagrecer um pouco para poder mostrar a parte óssea do meu corpo, para associar também essa fragilidade do processo e mesmo do próprio corpo, e o 'Osso' é isso também.


Foto: Carlos May.

Como tem sido para você receber o apoio e suporte artistas como logoHernan Cattaneo
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Hernan Cattaneo
?

Para mim é sempre uma surpresa e uma honra obviamente, pois são pessoas que a gente realmente admira, são pessoas que são os alicerces do circuito eletrônico hoje, são referências. Então quando você vê o seu trabalho chegando nessas pessoas, as vê elogiando, executando, dando suporte é motivo de felicidade e orgulho porque é uma validação do seu trabalho também. Claro que é uma coisa bem natural que você quando faz uma música, você não sabe até onde ela vai, não sabe até onde pode chegar, é sempre uma surpresa. E o Hernan é um cara que realmente vem me dando bastante suporte e ele é muito generoso, ele dá suporte para muitos artistas que não estão no hype da cena, ele gosta de pesquisar e encontrar pequenas pérolas ao redor do mundo e nesse sentido ele dá visibilidade. Eu acho que sou uma dessas pessoas assim que ele enxerga, ele identifica e por generosidade está aí nos dando suporte, então é muito gratificante para mim.

BLANCAh suportes

E o Ratier?
O Renato é um cara que quando conheceu o meu trabalho identificou algo interessante ali e a um cara que me respeita que abriu a porta do clube dele, que abriu a porta da agência dele pra que eu possa fazer parte e eu visto a camisa e honro essa abertura de espaço como deve ser honrado, e fico muito gratificada por fazer parte da equipe da D-agency, por hoje ser residente da logoD-Edge
São Paulo - SP
D-Edge
que é um clube referência no mundo inteiro e eu só tenho a agradecer.

Sobre as próximas viagens e datas o que vem por aí?
Exatamente nesse momento no aeroporto na fila de embarque indo para Berlim que sempre é a minha base, onde eu chego na Europa, essa semana no final da semana não apresento em Beirute pela quarta vez se não me engano, é uma cidade que me acolheu com muito carinho, eu tenho muito carinho por aquele público, pelos libaneses, inclusive eu fiz um vídeo mostrando um pouco do cenário libanês em março deste ano quando eu fui. De Beirute eu vou tocar na Turquia num festival que vai rolar lá e vai ser a minha primeira vez na Turquia em seguida vou para o Egito também primeira vez no Egito e eu estou super animada para ver como funcionam essas cenas fora desse eixo que estamos habituados né, eu costumo dizer que conhecer uma cena em Berlin, saber de uma cena espanhola, Ibiza é fácil porque está na mídia o tempo inteiro, agora como rola essa cena no Egito por exemplo? Estou muito curiosa para saber como o público vai me reagir, se conhece meu trabalho ou não, eu fico nessa curiosidade o tempo inteiro, estou bem animada por essa tour. Geralmente eu vou para Europa duas vezes por ano fazer essas tours e elas são muito importantes para mim porque elas são sempre desafiadoras, na medida em que você sai da sua zona de conforto né... Uma coisa tocar em casa para os seus amigos, para as pessoas que já conhecem muito o trabalho, outra coisa você chegar no continente novo, num país novo e de repente encarar um público que não sabe quem você é. Você fazer o seu trabalho e ver o resultado dele no acontecendo é sempre bem desafiador eu estou bastante empolgada e curiosa por isso tudo. Na volta já tem gigs super legais vai ter Electrance em São Paulo e entre essas gigs vai ter a logoTribaltech
Curitiba - PR
Tribaltech
que é mais um sonho realizado, também um lugar que eu conquistei com bastante trabalho, com a minha competência.

BLANCAh playing "Axis" at AHM club. Beirut

São poucos os clubs que me impressionam de verdade. O AHM é um deles. Construído sobre um aterro sanitário próximo ao mar em Beirut...levou 40 dias para ficar pronto e o conceito dele é lindo. Ao entrar no Club você tem a sensação de estar vendo uma enorme caravela (típico navio Português) navegando em direção ao sol devido a uma grande estrutura circular atrás do DJ que simboliza o sol, e principalmente a este sistema de iluminação incrível que remete a vários mastros de navio. O sistema de som é impecável, forte, limpo e macio. Todos trabalham sorrindo, desde os seguranças aos bartenders. Pelo fato de ser verão e nesta época do ano não chover em Beirut, o club foi construído sem teto...ou seja..vc olha para as estrelas quando quiser e ainda tem um sistema impecável de ventilação...mas o melhor mesmo é ver o sol nascendo quando o dia amanhece... comendo as frutas que oferecem no meio da pista pra galera de graça. Gravei esses 3 minutinhos da abertura do meu set pra tentar mostrar pra vcs um pouco desta cena pela qual sou apaixonada já a algum tempo, e sempre faço questão de falar dela pois muitas vezes ficamos bitolados olhando apenas para a Europa, enquanto esses caras aqui estão a alguns anos luz na frente. E por falar em luz...percebam como é lindo o trabalho do Julian, o garoto por trás da iluminação. <3 <3 BLANCAh #OSSO #TOUR #BEIRUT #AHM Steyoyoke

Publicado por BLANCAh em Segunda, 28 de agosto de 2017



Sobre a logoTribaltech
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Tribaltech
, o que você espera do festival?

Quando me chamaram pra tocar pela primeira vez na logoClub Vibe
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Club Vibe
desde aquele primeiro momento a minha relação com o clube só melhorou, só se estreitou, eles perceberam a minha qualidade me chamam com frequência e é sempre maravilhoso estar lá com a galera, com o Dudu, com o Jeje e com todo o público curitibano que é maravilhoso, eu tenho muito carinho mesmo pelos paranaenses, sempre me trataram muito bem, sempre muito receptivos, Londrina, Cascavel, enfim todos lugares que eu fui, sempre fui muito bem tratada, tenho realmente muito carinho. E a logoTribaltech
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Tribaltech
: eles sempre fazem concursos relacionados à arte também e eu lembro que alguns anos atrás, não lembro exatamente que edição, mas aconteceu eu tive um trabalho artístico, que era umas fotos que eu fiz, selecionado para ser exposto na logoTribaltech
Curitiba - PR
Tribaltech
, e foi a primeira vez que eu fui no Festival levei uns quadros com as fotografias e tal e foi muito bacana. Já naquela época eu queria também, pensava: “Poxa quem sabe um dia tocar aqui né”. E o caminho foi super natural, chegando devagarinho conquistando dia após dia... Espero fazer uma boa apresentação lá, espero que seja a primeira de muitas outras que possam vir, estamos trabalhando para que mais apresentações em festivais que acontecem ao redor do mundo e o caminho é um trabalho de formiguinha dia após dia, a gente vai mostrar nossa competência e a nossa hora vai chegar. Certeza, tô bastante animada!

Como tem sido essa revoada?
A com relação às novidades Eu tô indo para Berlim, agora o meu foco nesse exato momento é trabalhar na criação da minha própria label, ela já tá com conceito todo amarradinho, já tem um número pequeno de artistas que vão fazer parte do núcleo dessa gravadora, é uma gravadora que não vai ser focada em pista de dança, vai ser focada em espetáculos teatrais para pequenas plateias, focada em artistas mais performáticos eu não eu não tenho muito interesse em trabalhar especificamente com DJs, mas eu quero trabalhar com artistas, pois, para mim, não faria sentido agora abrir algo que não fosse assim sabe? Então novidades virão dessa viagem com certeza, provavelmente para esse segundo semestre, talvez para o início do ano que vem a gravadora já vai estar no ar, se tudo der certo. Oxalá meu pai! Isso que me mantém bastante animada.

O que você espera do futuro na sua carreira e quais são as novidades para 2018?
Continuo no preparo do meu live que também não vai ser um de pista, vai ser um live de palco, de show, e me cercando de pessoas que vão me ajudar a fazer esse processo todo acontecer. E é isso, o importante é o que eu falei lá na primeira pergunta: É não acomodar-se jamais, a gente tem que estar o tempo inteiro renovando, pensando em maneiras de se renovar, de se posicionar, de se expor também, desde que seja sempre muito honesto, sincero e é isso que eu busco para o meu trabalho, dia após dia poder crescer cada vez mais, me cercar de pessoas do bem e fazer acontecer, fazer com que as pessoas recebam minhas mensagens e que na medida do possível se identifiquem com elas. Respeito acima de tudo, para todos

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